Perdas gestacionais na produção de Suínos

A perda gestacional ou abortamento pode ser caracterizado pela expulsão fetal, com consequente morte desse, antes do período de término de gestação, que no caso dos suínos dura em torno de 112 à 116 dias.



O percentual de abortamentos considerado aceitável na suinocultura tecnificada se encontra entre 1 a 1,5% e as causas, geralmente, podem ser divididas em infecciosas e não infecciosas. Segundo especialistas, as causas infecciosas correspondem a 30-40% dos problemas reprodutivos, enquanto que as causas não infecciosas respondem pelos outros 60-70%.


Em relação às causas infecciosas, é possível agrupá-las em:

  • Grupo 1: Estão presentes nesse grupo os patógenos considerados oportunistas (bactérias ou fungos comensais ou ambientais). Dentre as espécies que podem provocar perda gestacional, devido à complicações sistêmicas, estão: Streptococcus sp., Aspergillus sp, Erisipela, Escherichia coli, Pasteurella spp, Staphylococcus spp, dentre outras;

  • Grupo 2: Abrange os microrganismos endêmicos presentes na maioria dos rebanhos suínos, como é o caso do Parvovírus;

  • Grupo 3: Neste grupo estão agrupados os microrganismos que causam impacto econômico na produção, como é o caso da Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos, Circovirose Suína, Doença de Aujeszky, Leptospirose, Brucelose e Peste Suína Clássica.

Quanto às causas ligadas aos fatores não infecciosos, elas geralmente estão associadas a falhas no sistema de produção ou falhas maternas (distúrbios ovarianos). De acordo com pesquisadores, os fatores capazes de predispor ou provocar abortamentos são: abortos sazonais, “Complexo de infertilidade de verão” (ou “Infertilidade estacional”) e da “Síndrome de abortamento de outono” (SAO); estresse calórico; estresse ambiental; queimaduras solares; velocidade excessiva de ventiladores; baixa iluminação das instalações; baixo nível de higiene; doenças do aparelho locomotor – claudicações; deficiências nutricionais (vitamina A, ferro e cálcio); micotoxinas (fumonisina, zearalenona, aflatoxina); falta de contato com o cachaço no início da gestação; estados catabólicos pós-desmame; reação vacinal; substâncias tóxicas; incompatibilidade genética (mortalidade embrionária e defeitos congênitos ou genéticos letais).


Portanto, haja visto que as perdas gestacionais em suínos são multifatoriais, ressalta-se a importância das medidas profiláticas que envolvem manejo, sanidade e imunização.


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Referência:


BORTOLETTO et al. Principais causas de problemas reprodutivos em porcas. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. Garça. Julho, XII (23): 1-22, 2014.

http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/hy3WchVPONnnj6j_2014-7-27-16-50-23.pdf



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