Hipersensibilidade alimentar em cães e gatos

A hipersensibilidade alimentar é uma desordem cutânea pruriginosa que acomete cães e gatos e que pode estar associada a reações de hipersensibilidade à dieta. Ela representa uma das doenças dermatológicas mais frequentes, ficando atrás apenas da dermatite alérgica à picada de pulgas e à dermatite atópica.


Não há predileção por raça, sexo ou idade, mas alguns autores citam que a enfermidade se inicia com 6 meses de idade.


Acredita-se que haja o envolvimento das reações de hipersensibilidade dos tipos I, III e IV; de agentes alergênicos presentes em fontes proteicas e de carboidratos encontradas na alimentação e ainda ser uma reação à corantes, aromatizantes e conservantes.


Os alérgenos mais comuns nos cães são: proteína bovina e de frango, leite, ovo, milho, trigo e a soja.

Sinais Clínicos

A hipersensibilidade alimentar pode ser confundida com diversas síndromes, manifestando sinais clínicos como lesões cutâneas, como pústulas, urticária, eritema, escoriações, escamas e crostas. Porém, a queixa principal é o prurido (que pode ser localizado ou generalizado e normalmente acomete orelhas, membros, região inguinal ou axilar, face e pescoço).


Diagnóstico

Para o diagnóstico e manejo da doença, é comum utilizarem dietas de eliminação ou regime de privação. O princípio do regime de privação consiste em subtrair, do animal suspeito, os alérgenos potencialmente responsáveis pelos transtornos cutâneos. Com isso, se obtém progressivamente, um desaparecimento dos sinais clínicos (principalmente o prurido).


Dietas

Quando se opta pelas dietas caseiras, é necessário que se faça suplementação, pois, em geral, elas são pobres em cálcio, certas vitaminas e outros micronutrientes. Confirmado o diagnóstico, quando o proprietário não opta pelo emprego de alimentos comerciais hipoalergênicos ou não se propõem a realizar a exposição provocativa para detecção dos alimentos para os quais o animal é alérgico, o cão pode receber o mesmo alimento que resultou em melhora clínica, mas a dieta deve receber novos ingredientes, de forma a tornar-se nutricionalmente completa e balanceada.

Indicamos, nesta opção, passos para a introdução gradual de outros ingredientes que melhoram a nutrição do animal.


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Referências: https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/clinicacv/AULUSCAVALIERICARCIOFI/Dietas-caseiras.pdf

https://consultadogvet.files.wordpress.com/2017/03/dermatologia2002.pdf


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